quinta-feira, 15 de março de 2012

O EFEITO DOS DIVERSOS TIPOS DE DROGAS EM USUÁRIOS


Segundo Boa Saúde (2006) a tolerância, é um estado caracterizado pela necessidade
do uso de drogas em maiores quantidades para se obter os mesmos efeitos. Evidência
científica do uso contínuo ocorre pelo envolvimento neuropsicológico do usuário. Há riscos
de morte súbita paranóia,agressividade, parada cardíaca. Na abstinência provoca depressão.
Cada droga utilizada exerce um efeito no organismo. O conhecimento destes é de grande
importância na prevenção. Jovens, devem ter conhecimento desses dados antes de se
aventurar a experimentá-las induzidos pela curiosidade.
Os dados a seguir são de Boa Saúde (2006, p.03).
Cocaína – grande potencial de dependência. O crack, derivado da cocaína, causa
dependência compulsiva com rapidez. Provoca a vaso-constrição periférica, dilatação das
pupilas, aumento da temperatura, da freqüência cardíaca e da pressão arterial. Quanto maior
for a absorção maior a intensidade dos efeitos hiperestimulantes, como a euforia.
Ecstasy possui propriedades estimulantes e alucinógenas. Apresenta efeitos no SNC,
agitação, perda de percepção, da realidade, elevação da temperatura corporal, lesão muscular,
insuficiência renal, cardiovascular, lesão cerebral, podendo resultar em um tipo de paralisia.
Heroína – leva facilmente à dependência. Está associada a graves distúrbios físicos,
overdose fatal, aborto espontâneo, colapso venoso e doenças infecciosas, incluindo HIV e
hepatite. Causa complicação pulmonar, pneumonia. Provoca a obstrução dos vasos
sanguíneos dos pulmões, fígado, rins e cérebro. Causando infecção e morte desses órgãos.
Maconha – o composto químico da maconha, o THC (delta-9-tetrahidrocanabiol) é
responsável pelos efeitos causados no SNC. Ao ser fumado, passa rapidamente dos pulmões
para o sangue, e dai ao cérebro. Causa dependência. Seus efeitos incluem: distúrbios da
memória, da aprendizagem, da percepção, dificuldade reflexivas, laborativas, sociais, perda
da coordenação e aumento da freqüência cardíaca. O sistema imune é prejudicado não
respondendo às infecções e o câncer. Transtornos mentais e de comportamento, depressão,
ansiedade e de personalidade também estão associados.
Solvente –. Para muitos não é droga, mas possui efeito intoxicante. De uso doméstico,
causa efeitos anestésicos reduzindo as funções do organismo levando à perda de consciência.
Pode induzir a parada cardíaca, morte rápida. O abuso crônico pode causar danos graves ao
cérebro, fígado e rins.
O álcool e o tabaco podem matar, embora seja menos perigoso. Neste sentido, fortes
polêmicas remetem às reflexões. O Globo (edição de 19/2003) publicou a frase: “Alcoolismo
e tabagismo matam mais que drogas ilícitas”..
Tanto Carakushansky (2008), quanto Amaral (2009) aborda em seus relatos sobre a
legalização das drogas, como medidas que visam à redução de consumo.
Amaral (2009) comenta que: “Legalizar significa liberar o acesso, tornar legal o seu
uso. Inevitável, então, a discussão quando uma questão tão perturbadora é lançada. Impossível
uma resposta imediata à questão, posto que, é necessário sopesar os prós e os contras [...].”
Quanto à Carakushansky (2008), os índices de óbitos causados pelo álcool e tabaco
foram superiores aos provocados pelas drogas ilícitas, um comentário que deu espaços para
outras interpretações, tais como: drogas ilícitas são menos perigosas.
Nas duas abordagens, a legalização do uso da droga pode ter dois efeitos, a redução de
consumo por não ser um ato proibido ou o consumo exagerado, por ser liberado como o são o
álcool e o tabaco. Pensar que o álcool e o tabaco “matam mais”, que as drogas ilícitas, não por
serem mais nocivos e sim porque são consumidos em muito maior escala porque são legais.
Efeitos de álcool e tabaco são desastrosos para o organismo humano.
Álcool –Para a Revista Galileu (2003) o consumo do álcool, apenas cresceu.
Atualmente, é responsável por tragédias, acidentes fatais de trânsito, homicídios, suicídios,
atos de violência. Segundo a OMS (2001) citado por Galassi et al. (2008), 5,5% das vinte
doenças na idade de 15 a 45 anos trazem sequelas causadas pelo consumo de álcool.
Para os mesmos autores estudos epidemiológicos indicam o abuso do álcool como a
causa de morbimortalidade e problemas diretos ou indiretos causados por esse abuso
relacionados à importante prejuízo econômico em todo o mundo (GALASSI et al., 2008,. 08).
Tabaco - os cigarros contêm 4.027 substâncias das quais 200 são venenos e 60 são
cancerígenos. A Nicotina é o estimulante do vício que tranqüiliza semelhante à cafeína. O
alcatrão destrói os alvéolos que o pulmão causando o enfisema pulmonar que, tratada com
bronco-dilatadores aumentam as chances de um infarto como quando associado aos
anticoncepcionais. Os fumantes passivos sofrem os mesmos efeitos nocivos dos que fumam
diretamente (GNOSIS, 2007).
Em relação aos efeitos das drogas lícitas ou ilícitas, Carakushansky (2008, p. 02),
aponta dado que conduzem às reflexões mais coerentes:
[...] imaginemos uma população de mil doentes brasileiros. Podem-se
estimar razoavelmente, pelos dados da SENAD, que 353 deles são
consumidores de álcool, 198 de tabaco e 25 de drogas ilícitas. Por
outro lado, não é despropósito pensar que, pelos dados da OMS, 41
estejam doentes devido ao álcool, 40 devido ao tabaco e 8 devido às
drogas ilícitas. Mas então a “malignidade” do álcool é de 41 em 353
(ou seja, 12%), enquanto a “malignidade” do tabaco é de 40 em 198
(ou seja, 20%), e a “malignidade” das drogas ilícitas é de 8 em 25 (ou
seja, 32%).
Portanto, resta concluir que: ilícita ou lícita, a droga possui consequências indesejáveis
em qualquer idade. Legalizada ou não, o resultado biopsicossocial destruidor é enorme.



Retirado de : http://www.catolicaonline.com.br/revistadacatolica/artigosn4v2/34-pos-grad.pdf

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